Património e Obras

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RAMPA NA ENTRADA DA IGREJA E RESTAURO DAS PORTAS

Como sabem, com a ajuda da Câmara Municipal de Matosinhos, e no sentido de cuidar da nossa igreja paroquial, definimos três intervenções necessárias: a) pintar a igreja no exterior; b) criar condições para que se possa ‘visitar’ o Senhor de Matosinhos; colocar uma rampa de acesso à entrada principal da nossa igreja, que permita às pessoas com mobilidade reduzida e aos pais com carrinhos de bebés, por exemplo, poderem entrar por ali.

Bastantes meses depois do que tínhamos previsto e pensado, foi finalmente colocada a rampa de acesso. A este propósito, gostaria de dizer algumas coisas:

  • A rampa era uma necessidade: de facto, foram muitas e diferentes as pessoas que, ao longo de anos, me interpelaram nesse sentido. E a mim, mesmo contra o entendimento de uma entidade estatal, também me pareceu fundamental colocar essa acessibilidade. A título de exemplo: logo no sábado, uma senhora já com mais idade e dificuldade, disse-me que já tinha saudades de entrar na igreja pela porta principal; e no domingo, outra senhora, com dificuldades de visão disse que tinha sido uma boa ideia. Já teria valido a pena.
  • A rampa é um elemento estranho e um acrescento, evidentemente. Por isso, causa estranheza, ao início, mas o importante aqui é a sua função. No entanto, por ser um acrescento, não pode/deve ser um remendo. Dentro do possível, tem de enquadrar-se e merecer o lugar que ocupa. Esta rampa, concretamente, para além da função prática, quer acompanhar o ritmo da entrada de igreja e ser mais um degrau. Por isso, para além de facilitar o acesso, ela permitir entrar e sair por qualquer uma das portas da igreja (muito importante, por exemplo, na Festa do Senhor de Matosinhos), sendo como que um degrau na fachada.
  • O material escolhido, próprio para este tipo de soluções, porque acaba de ser galvanizado, está ainda muito ‘brilhante’ – o que é mais uma fonte da referida estranheza –, mas, daqui a dois ou três meses, ficará cor de chumbo (semelhante à dos postes metálicos da electricidade) e o seu impacto visual passará a ser muito menor. Para além de oferecer garantias de menos desgaste e menos necessidade de manutenção.
  • Como já repararam, falta apenas um pequeno ‘pormaior’ que, infelizmente, não acompanhou a colocação e que demorará alguns dias: uma chapa que vença aquele pequeno primeiro desnível de entrada para começar a subir a rampa.
  • Peço que entendam a necessidade que havia da rampa e que esperem um pouco para ela se ir tornando habitual ao olhar.

Entretanto, as portas da igreja estavam já com muitas mazelas e era urgente cuidar delas: as portas são o ‘rosto’ da igreja. Por isso, estão a ser colocadas almofadas novas e reparadas as partes apodrecidas. Depois do primário/zarcão, serão pintadas na cor própria.

Atrevo-me – honni soit qui mal y pense – a pedir a vossa contribuição para estes trabalhos de restauro. Todos somos chamados a cuidar da nossa igreja, da igreja mãe da nossa paróquia.

Obrigado.

O pároco, Pe. Manuel Mendes