Paróquia de Matosinhos Paróquia de Matosinhos Paróquia de Matosinhos Paróquia de Matosinhos Paróquia de Matosinhos Paróquia de Matosinhos Paróquia de Matosinhos Paróquia de Matosinhos Paróquia de Matosinhos Paróquia de Matosinhos Paróquia de Matosinhos Paróquia de Matosinhos
 
O Reino de Deus é sempre um início, um minúsculo e insignificante início; e a fé é sempre uma pequeníssima semente chamada a crescer ao longo de toda a vida, da vida toda. Deus trabalha sempre com prazos muito longos. E a nós não deve assustar-nos que o joio também cresça, deve é preocupar-nos que a boa semente – nós – cresçamos mais, com a força e a fidelidade da humildade.

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Vigararia de Matosinhos

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HOMILIA DE D. ANTÓNIO NAS ORDENAÇÕES
 
1. Hoje é um dia de alegria, de gratidão e de esperança para a Igreja do Porto. Vivemos esta hora como marco abençoado do longo e belo caminho da história multissecular da Igreja que somos e como anúncio feliz de tempos novos que aqui nascem.
Nesta caminhada somos convidados a descobrir a beleza do dom da vida, a felicidade da graça da fé e a bênção do mistério da vocação. É no íntimo do coração humano, no seio da família e no espaço da comunidade que a oração se torna presente, a esperança se fortalece e a voz de Deus se faz ouvir. Nos trilhos deste caminho encontramos a marca dos passos dados pelos diáconos Cláudio Silva, Paulo Godinho, Vítor Pacheco e David Mieiro, que hoje vão ser ordenados presbíteros, e por Filipe Azevedo, João Emanuel, Mário Jorge, Prabesh Jacob e Gil Alfredo, que vão ser ordenados diáconos.
 
Este dia começou no berço abençoado das famílias, passou por intensos momentos de oração confiante da Igreja e conta as horas vividas no Seminário e partilhadas pelas Escolas frequentadas por estes ordinandos, ao longo do seu percurso de formação.
Saúdo com afeto e gratidão as famílias, as comunidades de nascimento e de estágio pastoral, os catequistas, os professores, os párocos, os Seminários, a Faculdade de Teologia, os seus companheiros de caminho e tantos outros, que só Deus conhece. A todos afirmo a gratidão da nossa Diocese e a dedicação dos que a servem como bispos, presbíteros e diáconos. Para todos imploro a bênção de Deus.
Saúdo igualmente o Provincial e os Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus (Padres Dehonianos), a cuja Congregação pertencem os ordinandos David Mieiro e Gil Alfredo.
O ministério ordenado é um dom que torna possível, presente e atuante na história da Igreja e na vida do Mundo os tesouros da graça divina e o mistério do amor misericordioso de Deus.
Jesus escolheu e escolhe homens simples, puros de coração, misericordiosos, pacíficos, justos e construtores da paz, debruçados sobre as redes ou vindos do coração da nossa cidade e do interior das nossas terras, de mãos habituadas ao trabalho e de coração livre e disponível para novos desígnios de missão. Mas humanos, com limitações e fragilidades que a graça de Deus e a correspondência pessoal hão-de superar (Mt 5, 1-12).
Em nome destes irmãos que hoje avançam, firmes e felizes, serenos e confiantes, para a ordenação; em nome dos seminaristas e dos jovens que em nós procuram um testemunho de verdade e de coerência, capaz de consolidar a comunhão e de suscitar a vocação para a vida sacerdotal; em nome de toda a nossa Diocese que é sustentada pelo nosso ministério ordenado, agradeço, caros sacerdotes, o vosso testemunho fraterno, a vossa comunhão afirmada e a vossa presença expressiva junto destes ordinandos.
Que as pessoas sintam, como sentiam as multidões ao aproximarem-se de Jesus, que através de nós podem oferecer ao Senhor a sua vida quotidiana, tecida de trabalho e de fé.
2. Ouvimos a Palavra de Deus que ilumina a viagem da história da salvação da Humanidade e lança luz abundante sobre o acontecimento que aqui nos reúne.
S. Paulo escreve à Comunidade de Roma, onde chegou depois de longo caminho, de viagens difíceis e de decidida peregrinação, por amor de Jesus e ao serviço do Evangelho. O exemplo da vida de Paulo tornou-se verdadeira semente de fé e de missão, que deu frutos em muitas comunidades cristãs por ele fundadas (Rom 8, 18-23).
Jesus, no Evangelho de hoje, dá-nos um precioso ensinamento. Na bela parábola do evangelho encontramos o método, a pedagogia e o dinamismo a imprimir ritmo, alegria e confiança na missão: “Saiu o semeador a semear” ( Mat 13, 1-9).
Cumprir-se-á, assim, pela semente do Evangelho, o que profetizava Isaías, como ouvimos na primeira leitura: “Assim como a chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a terem fecundado e feito produzir, para que dê a semente ao semeador e o pão para comer, assim a palavra que sai da minha boca, diz o Senhor, não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a minha vontade, sem ter realizado a sua missão” ( Is 55, 10-11).
Isaías fala-nos aqui do mistério onde lança raízes a sua missão de profeta: a terra regada e fecunda; o campo fértil onde a semente germina; o coração moldado pela palavra divina que o trabalha por dentro. Um profeta só é profeta porque o Senhor o chama e o envia, o guia e conduz, o trabalha com mãos de oleiro e o fascina com a verdade e o horizonte da missão.
Anunciar a alegria do Evangelho e transmitir e celebrar a fé não é uma utopia ideológica ou uma opção pessoal. É um imperativo divino! É um ministério eclesial! Abre-nos caminho desta missão, recebida de Deus através do mandato da Igreja, a ousadia dos profetas, o testemunho dos apóstolos e o exemplo de Jesus.
O Papa Francisco, num dos primeiros encontros que teve com o seu Clero, quando Arcebispo de Buenos Aires, afirmou que “os modos sacerdotais que Jesus tem de cuidar do seu Povo são a esperança que congrega na unidade.
A esperança de que não falte ninguém. A esperança de que não se acabe a alegria. A esperança de que Deus vê com agrado os nossos gestos de amor mais escondidos. A esperança de que o perdão seja contagioso. A esperança de que o pão chegue a todos. A esperança de que a pequena luz contribui para o brilho da grande festa. A esperança de que o que mais agrada a Deus é que sejamos seus amigos, suas testemunhas e seus mensageiros” (Buenos Aires, Missa Crismal de 2003).
Faço minha para vós esta bela mensagem, marcada pela esperança firme, pela alegria renovada e pela comunhão fraterna que vos testemunho, caros ordinandos, os primeiros diáconos e presbíteros do meu ministério no Porto.
3. Vive esta hora, Igreja do Porto, como hora de esperança acrescida diante da missão, que Deus nos confia e agora partilhamos com estes novos diáconos e presbíteros!
Que Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe, a quem vos confio e consagro, caros ordinandos, vos ajude a ser diáconos e presbíteros generosos, felizes e fiéis. Sois dom por Deus generosamente oferecido à Igreja e ao Mundo!
Sé do Porto, 13 de julho de 2014
António, Bispo do Porto
 
 
 
FICHA DE INSCRIÇÃO NA CATEQUESE 2014/2015
Devem fazer download da ficha preenchê-la e entregá-la pessoalmente no Cartório Paroquial

 
 
 
 
 

 

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